Apresentação

A excelência do Programa de Pós-graduação em Oceanologia (PPGO) deve-se à atuação e dedicação do seu corpo docente, que coordena e/ou participa de importantes Projetos de Pesquisa de alcance nacional e internacional, o que consolidou uma sólida infraestrutura e significativas colaborações que fortalecem a formação dos alunos vinculados do Programa.

O principal objetivo do PPGO é:

  • Formar profissionais qualificados para atuação acadêmico-científica e aplicada em Oceanologia.

 

Os objetivos específicos do Programa são:

  • *Ampliar e difundir o conhecimento da Oceanografia em seus processos físicos, químicos, geológicos e biologicos nos ambientes marinhos e costeiros e suas inter-relações com o oceano global;
  • *Promover a integração científica e operacional entre  profissionais ligados às Ciências do Mar da FURG, do Brasil e da comunidade internacional, inserindo o Brasil nos fóruns internacionais na área;
  • *Contribuir para o desenvolvimento e integração regional, nacional e internacional entre Instituições de Ensino para a Integração das Ciências do Mar;
  • *Formar profissionais de alto nível para a crescente demanda do mercado por especialistas em Ciências do Mar;
  • *Capacitar os profissionais formados no Programa para contribuir e/ou liderar na tomada de decisão em temas ligados ao desenvolvimento e gestão da zona costeira e marinha.

Análise espacial e temporal das mudanças nas geleiras da Península Antártica

Autor: Aline Barbosa da Silva (Currículo Lattes)

Resumo

O objetivo principal desta tese é caracterizar geomorfologicamente as geleiras da Península Antártica, bem como identificar padrões espaciais de mudanças na posição frontal dos diferentes tipos de geleira, entre 2001 e 2015. As bacias de drenagem glacial dessa região foram delimitadas com o uso de imagens ASTER e modelos digitais de elevação, e para as áreas não cobertas pelas imagens ASTER foram utilizados dados LANDSAT TM e ETM+ e dados do banco de dados Antartic Digital Database (ADD). A partir de uma classificação supervisionada foi gerada uma máscara para as áreas livres de gelo para que o cálculo de área das bacias de drenagem não fosse superestimado. O inventário de geleiras resultou na delimitação de 1906 bacias de drenagem, entre as latitudes 61ºS e 73ºS, correspondendo a uma área de 476.507,83 km2. Deste total, as áreas livres de gelo correspondem a 5.363,38 km2. Para a análise de morfometria glacial, foram desconsideradas as áreas livres de gelo e as áreas menores que 0,5 km2, que representam 35 geleiras e uma área de 11,81 km2. Deste total de 1872 bacias de drenagem, 16 são plataformas de gelo. Desconsiderando as plataformas de gelo, as 1857 geleiras restantes possuem tamanhos entre 0,14 km2 e 35.347 km2, com uma área equivalente a 342.696,56 km2. Entre 2001 e 2015, as geleiras da Península Antártica perderam uma área de 1.339,68 km2 em suas frentes de gelo e ganharam 91,34 km2. Classificando a atividade da língua das bacias, é possível afirmar que 39% tiveram uma retração leve, e 21 % tiveram uma retração marcada e 9% avançaram sua porção frontal. As 16 plataformas de gelo contabilizam uma área de 128.436,08 km2. Das 16 plataformas de gelo da área de estudo, 11 sofreram retração e um pedaço da Larsen B, que não estava em contato com a atual porção principal remanescente dessa plataforma desapareceu. As áreas iniciais das plataformas de gelo, em 2001, eram de 137.677,16 km2, representando uma perda de 8.817,08 km2 de frente com um avanço de 35,67 km2. As bacias classificadas como de descarga se mostraram as mais sensíveis á mudanças, principalmente em relação a retração na sua frente. As bacias de drenagem glacial classificadas como desprendimento e flutuantes foram as mais sensíveis em relação a qualquer tipo de mudança, tanto no avanço como na retração da sua área frontal.

TEXTO COMPLETO

Palavras-chave: Classificação geomorfológicaPenínsula AntárticaGeleiras